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Recaída entre usuários de drogas é tema na conversa com APADEQ

Recaída entre usuários de drogas é tema na conversa com APADEQ

Um dos grandes problemas envolvendo usuários de drogas é a recaída. É aquele momento em que o dependente químico conseguiu se afastar das drogas, mas volta a utilizar a substância.

E para explicar este assunto, chegam agora as psicólogas da APADEQ – Associação de Parentes e Amigos dos Dependentes Químicos, num projeto de divulgação envolvendo a associação, o Contato Direto (Rádio Sucesso FM) e o portal de notícias Barbacena Online.

1 - O que é recaída?

A recaída é um processo em que o dependente químico volta a utilizar a substancia no mesmo padrão que a consumia quando buscou ajuda. Há uma diferença entre recaída e lapso. O lapso ocorre quando o dependente faz uso da substância num padrão abaixo do anterior e retoma a recuperação logo em seguida. Boa parte dos dependentes em recuperação não tem recaídas e sim lapsos. Por exemplo, um dependente químico que fazia uso de álcool diariamente e paralisou o uso durante um certo tempo e retoma o consumo diário sem pedir ajuda, caracteriza uma recaída. A importância de diferencia-los é que o termo “recaída” já carrega um peso grande tanto para o usuário quanto para os seus familiares e, quando pensamos no lapso a carga de estigma é menor, o que favorece o pedido de ajuda.

2 - Como ocorre a recaída?

Como dito anteriormente a recaída é um processo, e como tal existem etapas até o uso da substância propriamente dito. A falta de mudança em hábitos é a base para a recaída. A recuperação exige que haja mudanças nos hábitos do dependente químico tais como: hábitos físicos (alimentação, sono, higiene pessoal); hábitos psicológicos (habilidades para lidar com frustração, situações de risco, relacionamentos afetivos, autoconhecimento); hábitos comportamentais (rotina, lazer, maneira de lidar com conflitos e conquistas); hábitos sociais (amizades, família, trabalho, incluir-se e manter-se em grupos). Se não houver mudanças em todas essas áreas, a recaída é bastante provável, o que deixa claro que a recuperação não pode existir apenas na dimensão física. Para que haja real recuperação todos esses aspectos devem ser trabalhados junto ao dependente e sua família.

3 - Como lidar com a recaída?

No contexto de recuperação há duas formas de lidar com o processo de recaída, um antes e outro após sua ocorrência.  A recaída tem sinais e avisos como: atitudes defensivas; tendência à solidão; sinais de depressão; indiferença; perda de planejamento para o futuro; pensamento sonhador começa a substituir o pensamento real; sentimento de que nada possa ser resolvido; dificuldade em lidar com pequenas frustrações; irritação com amigos e parentes; facilmente irritável; começa a ter hábitos irregulares para dormir: insônia é comum, sono agitado, desassossego, assim como para comer, comem em excesso ou ficam sem comer; desatenção e indiferença: incapacidade de iniciar uma ação e de desenvolvê-la; perda progressiva da disposição diária; incapacidade de cumprir acordos e horários; sensação de estar sobrecarregado; inclina-se ao isolamento e reage ao contato humano com irritabilidade e raiva e ao mesmo tempo queixando-se que ninguém liga para ele; sentimento de desamparo; auto- piedade; insegurança. Diante desses e de outros sinais deve-se buscar ajuda profissional antes que o episódio final da recaída ocorra, que é o uso da substancia. Após a recaída o importante para familiares, amigos e para o próprio dependente é não ver este processo como o fim, mas uma possibilidade de mudança, como parte do processo de recuperação e oportunidade de fazer diferente ajustando o que não funcionou.

A APADEQ pode ajudar neste processo pois tem como objetivo de seu trabalho a reformulação de vida.

Fonte: Barbacena Online

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