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Autismo exige mais cuidados na velhice

Autismo exige mais cuidados na velhice

As Perturbações do Espectro do Autismo são uma preocupação para qualquer família a braços com uma criança que apresente alguns dos critérios para o diagnóstico: lacunas persistentes na comunicação e interação social ou padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Se atualmente a informação e as opções terapêuticas estão à distância de uma pesquisa na internet, há algumas décadas foram muitas as crianças e jovens que ficaram por diagnosticar.

Hoje, são adultos e idosos numa batalha constante a duas frentes. A primeira começa com o envelhecimento. A segunda estabelece-se na falta de estruturas de apoio específicas.

"Os idosos com autismo têm os problemas associados à velhice juntamente com os problemas da síndrome", explica Isabel Cottinelli Telmo, presidente da Federação Portuguesa de Autismo. Por necessitarem "de uma educação muito específica e apresentarem complicações na comunicação", precisam de um "atendimento diferente" daquele que é realizado nos lares da terceira idade. A falta de respostas no País para estes adultos e idosos é "uma aflição para as famílias", que já tiveram de percorrer uma longa caminhada até ao diagnóstico.

"Conhecemos a história de uma mãe que só descobriu que o filho era autista quando estava a pesquisar na internet e identificou os sintomas", recorda Isabel Cottinelli Telmo, que há décadas luta pelos direitos da pessoa com esta perturbação. Muito em parte pela sua própria história. Sabia que o filho era diferente, mesmo quando "ninguém dizia que tinha autismo".

Fonte: Correio da Manhã

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